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Dia das Mães com gostinho de Estrela Michelin

A comemoração do Dia das Mães pediu um local especial: o meu restaurante favorito de São Paulo. Confira o menu degustação preparado pelo mais novo Estrela Michelin, o Picchi, e minha sugestão de harmonização com vinhos.

Quem me acompanha nas Redes Sociais sabe que sou fã do Chef Pier Paolo Picchi, do Restaurante Picchi. Sem dúvidas é o melhor restaurante italiano de São Paulo, e está na minha lista de favoritos da cidade. Estou muito orgulhoso  pois acabou de ganhar uma merecidíssima Estrela Michelin, motivo de muita comemoração. E para celebrar o  dia da pessoa mais importante da minha vida, minha mãe Mara Behlau, reunimos a família no Restaurante Picchi para o menu degustação de comemoração do Dia das Mães. Uma primazia de sabores e texturas do início ao fim, com execução perfeita dos pratos - como sempre, surpreendente!

A incrível experiência do Picchi já inicia no couvert: pães artesanais; grissini;  patê de fois gras com gelatina de balsâmico; berinjela, abobrinha e pimentão curtidas no azeite extra virgem; e uma crocante casca de batata assada.

 

O Chef serviu três entradas com ingredientes muito frescos. Para iniciar o menu, Ostra fresca com cajú.

A seguir, o Tempurá de salsão com camarão cru e esferas de aliche.

Para encerrar as entradas, o Chef serviu uma delicada Abóbora com caviar de trufas negras e redução de laranja Bahia.

Para harmonizar com o trio inicial, eu elegi um Chablis. Patrick Piuze é um dos novos nomes em Chablis, canadense de Québec, produz vinhos em Chablis desde 2000 para outras casas, mas foi em 2008 que virou vinicultor dos seus próprios vinhos. Faz villages, 1er cru´s e grand crus, chegando a produzir 110 mil garrafas no ano passado. Por ter sido enólogo de vários produtores de peso, ele consegue comprar uvas de parcelas muito antigas e limitadas, seus vinhos expressam a complexidade e variedade dos terroirs de Chablis. Este vinho em questão, o Chablis Premier Cru “Monte de Tonnerée” 2012 é um vinho untuoso na boca, complexo e com uma acidez incrível, tendo um grande potencial de guarda. Esta safra ganhou 92 pontos de Robert Parker.

Comprado na Holanda, 45 Euros.

O primeiro prato do hall dos principais foi uma delicada pasta fresca, preparada pelo Chef, recheada com beterraba e servido sobre molho triplo burro com foie gras.

A seguir um terrine de foie gras, maçã verde e mosto de vinho trufado.

Um prato leve e marcante foi o Peixe Tamboril grelhado, com bokchoi e farofa de presunto cru.

A seguir um dos pratos que mais me surpreendeu pela sua simplicidade e sabores excelentes: Espuma de parmesão com Cogumelo Porcini.

 Para harmonizar, um vinho branco "laranja" e imponente. Daniel Ramos é conhecido pelos seus vinhos tintos primorosos de uva garnacha, mas seu branco (ou laranja) Zerberos Vino Precioso é uma joia. Feito 100% com uvas Albilo Real, tem coloração âmbar; no nariz tem aromas de amêndoas e figos secos; na boca é seco e tânico; características incomuns para um vinho branco. Com produção minúscula de 643 garrafas nesta safra de 2008, é um vinho branco que sem dúvida alguma nos tira da zona de conforto - um grande vinho para ser degustando de mente aberta.

Comprado na Casa do Porto (São Paulo), R$ 278.

Ainda no hall das pastas, mais uma delicada e fresca massa recheada abrilhantou o menu: Agnoloti de coelho com molho do próprio assado.

Para finalizar os pratos principais, Barriga de porco assada com endívias e cogumelo Eryngui grelhados.

A harmonização foi feita com um vinho muito especial, que eu arrematei na minha última viagem à Europa. Domaine Antonin Guyon foca nos vinhos 1er cru e Grand Crus, detendo também dois Monopoles (Chambolle-Musigny Clos du Village, e Beaune Clos de la Chaume Gaufriot). Seus vinhos são de parreiras com média de 40 anos, empregando concentração, potencial e frescor aos vinhos. Este Corton Bressandes Grand Cru 2007 foi aberto 3h antes de ser degustado: um vinho elegantíssimo, aromas de florais de rosas, morangos e cassis; com um final em boca de baunilha, longo e estruturado.

Comprado em Paris, 79 Euros.

Para limpar o paladar, o Chef Picchi serviu uma pré sobremesa refrescante, feita com Carpaccio de melão com folhas aromáticas e gelatina de limão tahiti.

Para fechar com chave de ouro, não poderia faltar uma sobremesa verdadeiramente italiana: Canoli frito e recheado na hora com ricota, acompanhado de sorvete artesanal de pistache.

O vinho de sobremesa também foi surpreendente: Erasmo Late Harvest “Torronte” 2009 foi um dos melhores vinhos de sobremesa do novo mundo que provei nos últimos anos. Feito 100% com uvas torrontès, é intenso em todos os sentidos: sua coloração dourada; seus aromas de compota de laranja, pera e damasco; em boca é denso com a laranja predominante, e tem persistência de mais de 20 segundos depois de degustado. Um grande vinho chileno para harmonizar com foie gras, queijos fortes e, porque não, um charutinho!

Comprado no Chile, R$ 120

Uma das marcas registradas do Picchi é o cafézinho, Junto ao expresso moído na hora, uma combinação de bocaditos para acompanhar: quindim de maracujá, dadinhos de brigadeiro, uva dedo de dama cristalizada e amanteigados.

Parabéns ao meu querido amigo PP, vida longa ao Picchi!

 

 

 

 

 

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